Quarta-feira, 22 de Novembro de 2006
HONESTIDADE

Palavra tão simples de pronunciar

Hoje tão rara no uso

Diria mesmo

Quase em desuso

Questiono-me com frequencia

Quanto a esta nossa tendencia

De Honestidade não manifestar

Connosco próprios

Com a vida

E ao com os outros tratar

Porque insistimos nós

Na nossa cegueira

Em tapar o Sol com a peneira

Pior ainda

Encobrir de qualquer maneira

De modo a outrém enganar

Os interesses e os motivos

Bastas vezes tão mesquinhos

Na maioria pessoais

E materiais

Não sendo de sobrevivência

Mas sim

Por falta de decência

Substimando assim

Dos outros a intelegência

Esquecendo também

Que tudo o que se obtem

À sombra de premeditado engano

Sempre colhe

O seu próprio desengano

 



publicado por cadencia às 21:31
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Quarta-feira, 15 de Novembro de 2006
SIMMY

Descalça vai para a fonte

Lianor pela verdura

Vai formosa, e não segura

 

Acredita Moninha

Tivesse o poeta o olhar

Algures em ti pousado

Não teria aguentado

O poema teria criado

E com o teu nome composto

Formosa

Não só de rosto

Dona de um coração

Daqueles que fazem questão

Com gosto a todos se dão

Bemvinda aos cinquenta

Onde a formusura já não assenta

Na compostura

Nem mesmo na frescura

Mas onde o traço da ruga

É testemunha

Da árdua procura

Empreendida á descoberta

Da tal doçura

Que é o verdadeiro Amor

Podes ir sem medo

E sim, segura

Do teu merecido valor

 

 



publicado por cadencia às 21:47
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Sábado, 11 de Novembro de 2006
SUBMERSO

A um amigo na sequencia da nossa conversa.

 

Amigo

Como te queria transmitir

Todo o Amor e Energia

Uma imensidão de Luz podia

Se o teu coração recebia

E se abria

Sem medo de sentir

Se atrevia a permitir

Chorar, soluçar

O que for...

Amigo

Abraça e acolhe a dor

Acredita, a que te pesa

É de longe maior

E pior

Que aquela recusas existir

Se ousassess em ti investir

Encontrarias sem duvida

O alivio

Deixando da ferida penosa

Um robusto vestigio

O da cicatriz cor de rosa 

 

 



publicado por cadencia às 23:40
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QUEM VEM LÁ

Quem vem lá, Quem vem

Sabemos, sempre vem alguém

Será doce ou amargo

O que a Vida nos tráz

É loucura tentar

Antecipar

Ou antes julgar

Mellhor aceitar que falta faz

O porquê

Entendamos depois

De termos vivido

Talvez sofrido

Talvez sorrido

Quem, Quem sabe

Quem poderá dizer

Que mais há ainda por viver

O que ainda me vais trazer

E tens para oferecer

Com alegria vou receber

E agradecer

Meditando, o que será

Que cabe a mim agora dar

Não há como duvidar

Dar também eu sempre vou

Contribuir

Nesta tentativa de construir

Obra não susceptivel de ruir

Pouco importa se juntos ficamos

Ou se nos separamos e vamos

Para outras vivencias

Apenas novas experiencias

Também elas cadências

Nos aproximando de nossas Essencias

A melodia do nosso EU

 



publicado por cadencia às 23:18
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Sexta-feira, 10 de Novembro de 2006
TOURADA

O sádico espectaculo

Entre dois poderes

Instinto e Razão

Entre o animal

Tão natural

E das facetas do Homem

A mais ignóbil em exposição

Sim, porque a a Razão

Pode ter ou não

Valor

Depende qual for usada

Na arena

A babarie atinge o apogeu

Segundo o historiador

A Idade Comtemporanea

Decorre, mais amena

Não, não......há aí uma confusão

A Idade Média é patente

Longe de terminar

Saudável e contente

Vai continuar

Enquanto o Humano

Não parar de tourear

A Besta

Que em si precisa enfrentar

Senão corre perigo de

No seu intimo a alimentar

 

 

 



publicado por cadencia às 09:40
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Quinta-feira, 9 de Novembro de 2006
IMPACIENCIA

Impaciencia

Do leve e suave despertar

Do doce amanhecer

Que começo a antever

Quando, Oh quando

Vamos poder estar, ver

E sentir em sintonia

Só com o que nos enriquece

Ténues aromas, etéreos sons

Espectros de outras cores e doutros tons

Que não se esquece

Nem desaparece

Porque jamais se poem

Mesmo quando anoitece

 



publicado por cadencia às 18:49
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Quarta-feira, 8 de Novembro de 2006
ONDA

Conseguir desvendar

E enfim compreender

Como é bom poder

No meu centro me manter

Até mesmo

Quando é tempo de sofrer

 

Que Alegria suave é

Sentir que a tempestade

Rugindo e fustigando

Sempre tentando

Nos empurrar para fora de pé

Não passa de uma vaga

E nada mais é

 

Descobrir que do lado de cá

Sempre está

O meu Ser, bem real

Inalterado por onda tal

E ainda que agitado

Talvez meio afogado

Se recusa ser tocado

Pelo mal

 

Ser esse, que é capaz

De observar em paz

O que a onda trás

Os estragos que faz

Mas já sem perder de vista

Quem é

E onde está

 



publicado por cadencia às 19:46
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PAUSAS

Quando algo nos obriga a parar e

Estacionamos

Pensando que não avançamos

Em frustração

Não percebemos que só estamos

A dar azo a outra ilusão

 

É preciso estacionar

Para pensar, escutar

E não só, também descansar

É tempo de assimilar e estruturar

Sim, porque a Vida não pára

De novas lições nos ensinar

 

Para estudar e passar

Convém uma trégua

Entretanto o mapa consultar

E comparar

O caminho percorrido, versus

O que ainda falta palmilhar

O Balanço convém saldar

 

O que já consegui, coisa pouca...

O que falta fazer...coisa de louca

Como me sinto impotente

Frente à obra iniciada

Ainda tão inacaba

Tarefa por deveras infinita

Que no tempo se esbate

 

Mas....quem ousa alvitrar

Que a obra

É susceptivel de acabar

Ou mesmo temporal

Quando a Vida

É imortal

 

E assim vou correndo

Na expectativa de aprender

Sem querer estacionar

Nem tempo perder

Nesta escola por vezes maravilhosa

Por vezes dolorosa

Tal como os espinhos e a rosa

 

A rosa

Irradia seu perfume e beleza

Em nada subtraida

Pelos espinhos

Que perfuram com agudeza

Sintamos a sua fragancia

E evitemos na nossa ânsia

As picadelas em vão

Fiquemos

Com as que sofremos

A cada lição



publicado por cadencia às 19:29
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Domingo, 5 de Novembro de 2006
A ILUSÃO DA PERDA

Honrando todos aqueles seres que amo e dos quais sempre me sinto perto ainda que afastada,  seja por morte ou por outras razões.

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que elas acontecem. Por isso, existem momentos inesqueciveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. - Fernando Pessoa

 

Se há ilusão dura de viver

Das que mais nos faz sofrer

É sem duvida

O medo de perder

 

Sera que alguma vez perdemos ?

Sera que alguma vez temos ?

Ó Engano ! Vai-te, porque consegui acordar

E perceber

Que nunca se pode perder

 

Ó Perda

Eu sei agora que não passas de ilusão

Mas ainda assim, que pude eu fazer

Que revolta !

Que raiva se instalou no meu ser

E que me impediu de viajar eu até à dor

Tanta que meu coração albergou sem pudor

 

Mágoa, dor, vazio..

Deixei enfim vir, permiti-me sentir

Mergulhei com todo o meu ser

Enquanto analisei, pensei e questionei

Até quase enlouquecer

Todos os "se" e "porquê" tinham poder

 

É preciso sentir

O poder desvairado e demente da ilusão

Para assim chegar à realidade

A sanidade da Transformação !

 

E quando depois do luto feito

Enterrado o cadaver da ilusão

Aí sim, recusei abrigo

A um morto-vivo no meu peito

Só então

Entendi o porquê e a razão

 

É que não é possivel

Na realidade e em verdade

Perder nada nem ninguém

Muito menos quem

Se enlaçou e aninhou no calor

Do meu Amor

Esse, com ou sem valor

Vai mais Além

 

Ó Alegria

Ó Maravilha da consciencia desperta

Como é bela a descoberta

De que parte de mim irás sempre ser

De que não preciso ter-Te

Bastou Conhecer-Te

E Amar-Te 

 



publicado por cadencia às 21:34
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Sábado, 4 de Novembro de 2006
AMIZADES

Assunto por demais velho e dissecado, mas sempre actual, visto que "No man is an island"

Depois de ler algumas opiniões num outro blog (infiltrada...visto não ter sido convidada), achei curioso o facto de que na generalidade a noção de Amigo se prende muito a lealdade, estabilidade, tempo, também a velha história de nos bons e maus momentos, etc.

Ja varias vezes me foi chamada à atenção de que eu tenho o mau habito (mau, segundo opinião alheia) de considerar meus amigos todo o mundo. Insistem comigo, que a maior parte são conhecidos/as e poucos são os amigos/as...

Será?

Porque não hei-de eu considerar meu amigo/a aquela pessoa que cruza seu caminho com o meu ainda que escolha ser  por breves periodos de tempo (semanas, meses, ou mesmo poucos anos), e, que me proporciona uma experiencia desagradavel, seja por traição ou outro "ão" qualquer, assim contribuindo significativamente para o aumento do meu auto conhecimento, ou despertando-me para novas verdades e tomadas de consciencia de novas realidades  ? Sera que isto não é um amigo/a ?

Como poderia eu valorizar genuinamente, e, melhor apreciar todas as outras pessoas que me são tão queridas/os senão conhecesse eu, através destas,  a traição, o abandono, a rejeição....??

Na Amizade tal como no Amor, servimos de espelhos uns aos outros. Quando um espelho insiste em me devolver partes de mim que detesto e que me recuso a ver, devo concluir que o espelho é defeituoso e não é espelho....???

Ou devo antes, optar por me afastar do espelho porque não, honrando-o e levando comigo a tal imagem para ponderar e analisar,  e..... e.....resistir à necessidade de o estilhaçar e de o despromover da sua classificação de espelho ? 

Não tera um espelho assim, prestado um serviço tão precioso quanto os outros, a quem tanto quero, e que me devolvem sempre todo o apoio, carinho, ternura e beleza de que preciso.....???

Adoro-vos meus/minhas amigos/as e a todos aqui deixo o meu apelo:

De futuro, se detectarem indicios de que eu tenciono despromover ou dar cabo de um espelho "kicking and screaming", com a toda aquela intensidade que me é caracteristica em tudo o que faço, e que bem conhecem, prestem-me um favor de amigo/a.....lembrem-me este texto!!!. 

 



publicado por cadencia às 17:58
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NAMASTÉ CARLITOS

" O Divino em mim sauda o Divino em ti " (Namasté).

É esta a saudação que me ocorre para expressar a gratidão que sinto pelo que fizeste. A parte prática, a tecnologia que ainda me escapa, essa tu prontificaste-te e eu agradeço sim.

Mas fizeste muito, muito mais do que isso...Tu encorajaste-me a descobrir algo em mim, que quem sabe...??? talvez exista e deva ser expressado.

Claro que ofereci resistencia, apoiada nas inseguranças e medos, os velhos companheiros do ser humano ......tão previsivel!

Tu não desististe, e só por isso aqui estou agora , com todo o prazer. Poderá ser o primeiro e o ultimo dos meus "escritos"....ou....poderá ser o primeiro de muitos....

O resultado final, o produto destas cadências do meu "outro".......bem...as coisas só valem o que valem, não procuro lhes seja atribuido valor. O importante realmente é o prazer de as viver, as tais coisas simples da vida.....esse sim é o valor que perdura e é esse que me preenche. Regozijo-me nesta vivencia, e a ti o devo. É na verdade uma linda rosa amarela

 Namasté Carlitos



publicado por cadencia às 16:29
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MOTOR DE ARRANQUE

O prometido !

Já tens o blog aberto

É todo teu



publicado por solcar às 14:42
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