Palavra tão simples de pronunciar
Hoje tão rara no uso
Diria mesmo
Quase em desuso
Questiono-me com frequencia
Quanto a esta nossa tendencia
De Honestidade não manifestar
Connosco próprios
Com a vida
E ao com os outros tratar
Porque insistimos nós
Na nossa cegueira
Em tapar o Sol com a peneira
Pior ainda
Encobrir de qualquer maneira
De modo a outrém enganar
Os interesses e os motivos
Bastas vezes tão mesquinhos
Na maioria pessoais
E materiais
Não sendo de sobrevivência
Mas sim
Por falta de decência
Substimando assim
Dos outros a intelegência
Esquecendo também
Que tudo o que se obtem
À sombra de premeditado engano
Sempre colhe
O seu próprio desengano
Descalça vai para a fonte
Lianor pela verdura
Vai formosa, e não segura
Acredita Moninha
Tivesse o poeta o olhar
Algures em ti pousado
Não teria aguentado
O poema teria criado
E com o teu nome composto
Formosa
Não só de rosto
Dona de um coração
Daqueles que fazem questão
Com gosto a todos se dão
Bemvinda aos cinquenta
Onde a formusura já não assenta
Na compostura
Nem mesmo na frescura
Mas onde o traço da ruga
É testemunha
Da árdua procura
Empreendida á descoberta
Da tal doçura
Que é o verdadeiro Amor
Podes ir sem medo
E sim, segura
Do teu merecido valor
A um amigo na sequencia da nossa conversa.
Amigo
Como te queria transmitir
Todo o Amor e Energia
Uma imensidão de Luz podia
Se o teu coração recebia
E se abria
Sem medo de sentir
Se atrevia a permitir
Chorar, soluçar
O que for...
Amigo
Abraça e acolhe a dor
Acredita, a que te pesa
É de longe maior
E pior
Que aquela recusas existir
Se ousassess em ti investir
Encontrarias sem duvida
O alivio
Deixando da ferida penosa
Um robusto vestigio
O da cicatriz cor de rosa
Quem vem lá, Quem vem
Sabemos, sempre vem alguém
Será doce ou amargo
O que a Vida nos tráz
É loucura tentar
Antecipar
Ou antes julgar
Mellhor aceitar que falta faz
O porquê
Entendamos depois
De termos vivido
Talvez sofrido
Talvez sorrido
Quem, Quem sabe
Quem poderá dizer
Que mais há ainda por viver
O que ainda me vais trazer
E tens para oferecer
Com alegria vou receber
E agradecer
Meditando, o que será
Que cabe a mim agora dar
Não há como duvidar
Dar também eu sempre vou
Contribuir
Nesta tentativa de construir
Obra não susceptivel de ruir
Pouco importa se juntos ficamos
Ou se nos separamos e vamos
Para outras vivencias
Apenas novas experiencias
Também elas cadências
Nos aproximando de nossas Essencias
A melodia do nosso EU
O sádico espectaculo
Entre dois poderes
Instinto e Razão
Entre o animal
Tão natural
E das facetas do Homem
A mais ignóbil em exposição
Sim, porque a a Razão
Pode ter ou não
Valor
Depende qual for usada
Na arena
A babarie atinge o apogeu
Segundo o historiador
A Idade Comtemporanea
Decorre, mais amena
Não, não......há aí uma confusão
A Idade Média é patente
Longe de terminar
Saudável e contente
Vai continuar
Enquanto o Humano
Não parar de tourear
A Besta
Que em si precisa enfrentar
Senão corre perigo de
No seu intimo a alimentar
Impaciencia
Do leve e suave despertar
Do doce amanhecer
Que começo a antever
Quando, Oh quando
Vamos poder estar, ver
E sentir em sintonia
Só com o que nos enriquece
Ténues aromas, etéreos sons
Espectros de outras cores e doutros tons
Que não se esquece
Nem desaparece
Porque jamais se poem
Mesmo quando anoitece
Conseguir desvendar
E enfim compreender
Como é bom poder
No meu centro me manter
Até mesmo
Quando é tempo de sofrer
Que Alegria suave é
Sentir que a tempestade
Rugindo e fustigando
Sempre tentando
Nos empurrar para fora de pé
Não passa de uma vaga
E nada mais é
Descobrir que do lado de cá
Sempre está
O meu Ser, bem real
Inalterado por onda tal
E ainda que agitado
Talvez meio afogado
Se recusa ser tocado
Pelo mal
Ser esse, que é capaz
De observar em paz
O que a onda trás
Os estragos que faz
Mas já sem perder de vista
Quem é
E onde está
Quando algo nos obriga a parar e
Estacionamos
Pensando que não avançamos
Em frustração
Não percebemos que só estamos
A dar azo a outra ilusão
É preciso estacionar
Para pensar, escutar
E não só, também descansar
É tempo de assimilar e estruturar
Sim, porque a Vida não pára
De novas lições nos ensinar
Para estudar e passar
Convém uma trégua
Entretanto o mapa consultar
E comparar
O caminho percorrido, versus
O que ainda falta palmilhar
O Balanço convém saldar
O que já consegui, coisa pouca...
O que falta fazer...coisa de louca
Como me sinto impotente
Frente à obra iniciada
Ainda tão inacaba
Tarefa por deveras infinita
Que no tempo se esbate
Mas....quem ousa alvitrar
Que a obra
É susceptivel de acabar
Ou mesmo temporal
Quando a Vida
É imortal
E assim vou correndo
Na expectativa de aprender
Sem querer estacionar
Nem tempo perder
Nesta escola por vezes maravilhosa
Por vezes dolorosa
Tal como os espinhos e a rosa
A rosa
Irradia seu perfume e beleza
Em nada subtraida
Pelos espinhos
Que perfuram com agudeza
Sintamos a sua fragancia
E evitemos na nossa ânsia
As picadelas em vão
Fiquemos
Com as que sofremos
A cada lição
Honrando todos aqueles seres que amo e dos quais sempre me sinto perto ainda que afastada, seja por morte ou por outras razões.
O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que elas acontecem. Por isso, existem momentos inesqueciveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. - Fernando Pessoa
Se há ilusão dura de viver
Das que mais nos faz sofrer
É sem duvida
O medo de perder
Sera que alguma vez perdemos ?
Sera que alguma vez temos ?
Ó Engano ! Vai-te, porque consegui acordar
E perceber
Que nunca se pode perder
Ó Perda
Eu sei agora que não passas de ilusão
Mas ainda assim, que pude eu fazer
Que revolta !
Que raiva se instalou no meu ser
E que me impediu de viajar eu até à dor
Tanta que meu coração albergou sem pudor
Mágoa, dor, vazio..
Deixei enfim vir, permiti-me sentir
Mergulhei com todo o meu ser
Enquanto analisei, pensei e questionei
Até quase enlouquecer
Todos os "se" e "porquê" tinham poder
É preciso sentir
O poder desvairado e demente da ilusão
Para assim chegar à realidade
A sanidade da Transformação !
E quando depois do luto feito
Enterrado o cadaver da ilusão
Aí sim, recusei abrigo
A um morto-vivo no meu peito
Só então
Entendi o porquê e a razão
É que não é possivel
Na realidade e em verdade
Perder nada nem ninguém
Muito menos quem
Se enlaçou e aninhou no calor
Do meu Amor
Esse, com ou sem valor
Vai mais Além
Ó Alegria
Ó Maravilha da consciencia desperta
Como é bela a descoberta
De que parte de mim irás sempre ser
De que não preciso ter-Te
Bastou Conhecer-Te
E Amar-Te
Assunto por demais velho e dissecado, mas sempre actual, visto que "No man is an island"
Depois de ler algumas opiniões num outro blog (infiltrada...visto não ter sido convidada), achei curioso o facto de que na generalidade a noção de Amigo se prende muito a lealdade, estabilidade, tempo, também a velha história de nos bons e maus momentos, etc.
Ja varias vezes me foi chamada à atenção de que eu tenho o mau habito (mau, segundo opinião alheia) de considerar meus amigos todo o mundo. Insistem comigo, que a maior parte são conhecidos/as e poucos são os amigos/as...
Será?
Porque não hei-de eu considerar meu amigo/a aquela pessoa que cruza seu caminho com o meu ainda que escolha ser por breves periodos de tempo (semanas, meses, ou mesmo poucos anos), e, que me proporciona uma experiencia desagradavel, seja por traição ou outro "ão" qualquer, assim contribuindo significativamente para o aumento do meu auto conhecimento, ou despertando-me para novas verdades e tomadas de consciencia de novas realidades ? Sera que isto não é um amigo/a ?
Como poderia eu valorizar genuinamente, e, melhor apreciar todas as outras pessoas que me são tão queridas/os senão conhecesse eu, através destas, a traição, o abandono, a rejeição....??
Na Amizade tal como no Amor, servimos de espelhos uns aos outros. Quando um espelho insiste em me devolver partes de mim que detesto e que me recuso a ver, devo concluir que o espelho é defeituoso e não é espelho....???
Ou devo antes, optar por me afastar do espelho porque não, honrando-o e levando comigo a tal imagem para ponderar e analisar, e..... e.....resistir à necessidade de o estilhaçar e de o despromover da sua classificação de espelho ?
Não tera um espelho assim, prestado um serviço tão precioso quanto os outros, a quem tanto quero, e que me devolvem sempre todo o apoio, carinho, ternura e beleza de que preciso.....???
Adoro-vos meus/minhas amigos/as e a todos aqui deixo o meu apelo:
De futuro, se detectarem indicios de que eu tenciono despromover ou dar cabo de um espelho "kicking and screaming", com a toda aquela intensidade que me é caracteristica em tudo o que faço, e que bem conhecem, prestem-me um favor de amigo/a.....lembrem-me este texto!!!.
" O Divino em mim sauda o Divino em ti " (Namasté).
É esta a saudação que me ocorre para expressar a gratidão que sinto pelo que fizeste. A parte prática, a tecnologia que ainda me escapa, essa tu prontificaste-te e eu agradeço sim.
Mas fizeste muito, muito mais do que isso...Tu encorajaste-me a descobrir algo em mim, que quem sabe...??? talvez exista e deva ser expressado.
Claro que ofereci resistencia, apoiada nas inseguranças e medos, os velhos companheiros do ser humano ......tão previsivel!
Tu não desististe, e só por isso aqui estou agora , com todo o prazer. Poderá ser o primeiro e o ultimo dos meus "escritos"....ou....poderá ser o primeiro de muitos....
O resultado final, o produto destas cadências do meu "outro".......bem...as coisas só valem o que valem, não procuro lhes seja atribuido valor. O importante realmente é o prazer de as viver, as tais coisas simples da vida.....esse sim é o valor que perdura e é esse que me preenche. Regozijo-me nesta vivencia, e a ti o devo. É na verdade uma linda rosa amarela
Namasté Carlitos